O Lorde Pavão e os Lobos - Nayele 1° E
Em um universo preenchido por entidades e seres normais, a longa disputa entre o Lorde Pavão e o Deus Dragão era conhecida por todos.
O Deus Dragão era uma entidade iluminada e fascinante – amado por sua simpatia e generosidade, expressando amor e felicidade para todas criaturas da Terra.
Ao contrário do Lorde Pavão, um animal tão cruel e ganancioso – cobiça tudo aquilo que não é seu e impõe seus desejos acima de todos, assim como ele imagina ser: o superior em desprezo á vida.
Fazer uma comparação com que faça desses dois o oposto um do outro seria mais do que a verdade.
Mas uma história ainda mais interessante estava por começar na luxuosa e rica vila dos lobos, quem haviam remodelado suas casas com o puro ouro comprado com o próprio dinheiro da vila.
Entretanto, o rio deles estava sem peixe, o único alimento que eles tinham na vila, desesperados, os lobos não viram outra escolha além de invocarem o Deus Dragão em busca de ajuda.
— Nos ajude, Deus Dragão! Nosso rio está sem peixes misteriosamente, o que vamos fazer? —
O Deus Dragão logo entregou a sua resposta:
— Procure um outro rio, próximo à vila dos leões, e lhes garanto que se fartarão de comida outra vez. — E assim foi feito, os lobos acharam como prometido e os casos em que os lobos morriam pela fome pararam de acontecer. Porém, logo o rio se poluiu após uma semana de uso. Outra vez os lobos pediram ajuda ao Deus.
— Jogue ácido e espere uma semana. — Depois de terem jogado o ácido na água, esperaram algumas horas e logo a água ficou limpa. Os lobos voltaram a usar.
E no próximo problema, os lobos voltaram a morrer desta vez por envenenamento, sendo procuradi outra vez, o Deus disse:
— Usem ervas medicinais, de alta qualidade de quinhentas folhas — Os lobos imediatamente foram a um bom vendedor e levaram para a vila, preparando o remédio para todos.
Mas novamente surgiu outro problema durante a noite, quando os lobos dormiam – incendiaram a vila deles.
Acordaram duranteo incêndio, descobrindo a notícia de que o rio foi tomado pelos leões, os lobos estavam morrendo contaminados pela água e não poderiam curá-los, pois deviam ao vendedor.
Enfurecidos com a situação, os lobos quiseram tirar satisfação com a suposta pessoa bondosa que "criou" todos esses problemas. As acusações e dedos foram apontados de todas as direções para o Dragão, mas a divindade não se demonstrou irritada ou culpada – ela expressou um enorme sorriso, ecoando sua alta risada maléfica aos quatros ventos.
A criatura se destransformou para voltar à sua forma original – um pavão. Era o Lorde Pavão quem estava por trás de tudo!!
— Vocês, criaturas imundas, foram que levaram a sua vila à ruína. Vocês venderam todo o peixe do seu rio para renovarsuas casas. Eu disse que havia um rio perto da vila dos leões e vocês tomaram o rio como se fosse de vocês, abusando do rio até o ponto de poluí-lo. Logo, para resolver isso, eu digo para jogarem ácido no rio e esperar por uma semana mas assim que passam algumas horas, vocês voltam a usar o rio! Ficam doentes e faço vocês pegarem ervas, mas não pagam por elas!? E eu sou o culpado de tudo!? — Refletindo as palavras do Pavão, os lobos se emvergonharam de suas atitudes.
Motivados a fazer o certo depois de muitos erros, os lobos fazem um acordo de receber peixes e dividir a água com os leões, em trocaa de pagamento e mão de obra. Pagam o vendedor e contratam um médico para tratar dos contaminados – retomando a vila com construções mais modestas, para sobrar dinheiro do que da outra vez, cumprindo seu papel, o Lorde Pavão volta aos céus voando, pousando ao lado do verdadeiro Deus Dragão em cima de uma nuvem.
— Obrigado e me desculpe por sempre te fazer de vilão, meu velho amigo. Eu não consegui os ensinar da forma certa... tive que pedir a sua ajuda. — Se pronunciou com mágoa na voz.
— Meu papel é necessário para situações como esta. Problemas também podem ser vistos como soluções, como eum — O pavão e o Dragão se entreolharam em risadas, finalizando mais um problena com sucesso.
FIM
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